ღಌ Fairy Tale ღಌ

Toda, ou quase toda, a história. Cheia de todas as maravilhas, todas as aventuras, todos os medos, todas as lágrimas, todos os sorrisos, todas as esperanças, todas as angustias, todas as brigas, toda a cumplicidade, toda a verdade, todas as mentiras, toda a sinceridade e acima de todo o amor que lutou para estar onde chegou.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Olhando por aí...

"(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...

Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."

Tati Bernardi

quinta-feira, 24 de março de 2011

Chega!

Está decidido. Não vou mais ser tão dramática, coisa que eu nem sequer gosto tanto. Vou ser mais direta de agora em diante. Eu ainda gosto de escrever sobre os mesmo assuntos de antes sim, mas não vou fazer isso com essa frequência absurda. Afinal, na vida há muito mais para se prestar atenção do que se naquele dia ele estava com uma lágrima escorrendo do olho ou não. Não estou dizendo que eu fazer deste lugar um tipo de jornalzinho de acontecimentos diversos do dia a dia, mas ele será diversificado.
Eu estou ficando assim. Estou mais interessada em compartilhar opiniões sobre todos os assuntos, e não só o cacos de uma vida pessoal que nem existe mais.
Não exatamente por onde vou começar ou o que vai me interessar a ponto de escrever a respeito, mas assim como aqueles contos melosos e antigos [que na verdade eu nem gostava muito que outras pessoas lessem] vou escrever o que me vier a cabeça e eu achar que se encaixa.

terça-feira, 22 de março de 2011

Para os Dois

Os Barcos
[Legião Urbana]

Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou pra você

São só palavras teço, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto,um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos

E há muito estou alheio e quem me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno
É dor, se há, tentava, já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor, se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade e você com outro alguém

E você diz que tudo terminou

Mas qualquer um pode ver
Só terminou pra você

'VOLTO LOGO'

Eram 10:30 da manha de um sábado. O dia estava nublado, mas não totalmente frio. Ela gostou disso, pois assim poderia vestir seu casaco preferido, com as botas novas que ganhara de presente de aniversário. O despertador a acordara, mas não a assustou como acontecia tradicionalmente durante a semana. Ela acordou tranquila, e inclusive ansiosa, para sua rotina. É que aos sábados ela fazia exatamente aquilo queria ela queria, sem obrigações ou deveres, eram apenas as coisas que ela havia escolhido. E mesmo sendo as mesmas coisas durante anos ela continuava gostando cada vez mais.
Tomou seu café enquanto assistia qualquer coisa que passava na TV, depois tomou banho e se arrumou com a roupa que tanto queria. Era uma garota bonita, tinha um rosto simples, com traços finos, os olhos que por si só já diziam tudo o que ela imaginava. O sorriso, que ela não gostava muito, dificilmente era visto pelos que não a conheciam bem, mas quando aparecia era mais sincero que qualquer outro. Tinha os cabelos castanhos, pode-se dizer que eram marrons como um tronco novo, e cacheados, por conta disso não suportava penteá-los, mas mesmo desarrumados continuavam lindo. Era comum, porem chamava a atenção mesmo que sutilmente inclusive aos que passavam por ela com pressa de notar qualquer coisa ao redor.
A alguns anos ela se apaixonara, mas não era um amor comum desse entre homem e mulher, e sim por um lugar escolhido pelo coração dela. Era uma lojinha que abrira a mais ou menos cinco anos, cheia de coisas que ela jamais encontrara em qualquer outro lugar. Coisas que a deixava cada vez mais curiosa, coisas que a deixava intrigada, coisas que ela simplesmente gostava e muitas coisas que a fazia feliz. O dono da loja era um senhor já bem velhinho e conhecido nas redondezas por ser muito solitário, contudo o que ninguém notara é que ele não era mais solitário desde o dia em que aquela garota colocou os pés naquela lojinha pela primeira vez. Ela se tornara a única cliente que ele precisava, a única que o fazia ter orgulho de tudo o que ele construíra depois de tantos anos de dor e sofrimento por conta de uma vida que já não o atormentava mais.
Nesse sábado ela resolveu ir um pouco mais tarde, logo após o almoço, pois sua mãe havia feito seu prato preferido. Logo após foi caminhando direto para seu destino, não queria se demorar mais, estava se sentindo diferente aquele dia e queria muito descobrir o porque. A lojinha não ficava muito longe da casa dela, e ela preferia caminhar porque assim pensava melhor e refrescava a mente de todos os problemas acumulados de uma semana tão cheia de estudos.
Chegando notou que o lugar ainda estava fechado. A placa antiga feita em madeira e com letras talhadas a mão dizendo 'VOLTO LOGO' ainda estava pendurada na porta. Isso significava que o senhor havia ido almoçar e logo retornaria. Ele gostava muito de madeira talhada a mão, dizia que era um dos únicos trabalhos feito pelo homem que ele admirava. Ela decidiu então esperar.
Se sentou no banco que havia em frente a loja na calçada, também de madeira que aquele mesmo senhor havia colocado. Alias ele próprio gostava de se sentar lá as vezes e pensar em sua vida e nas coisas que mesmo depois de tanto tempo ainda sentia vontade de fazer. Ela estou e ficou esperando enquanto imaginava que surpresa encontraria ou que livro a fascinaria dessa vez. É que nos fundos da lojinha, havia algumas estantes cheias dos mais diversos livros, e somente para ela, ele colocou uma pequena mesa e um banco também feitos em madeira e com os detalhes talhados a mão, para que ela pudesse passar suas tardes lendo e fazendo-lhe companhia, mesmo que só pela presença, já que eles jamais tiveram uma conversa mais longa que 5 frases muito bem pronunciadas por ambos.
Ela esperou por muito tempo, e enquanto esperava, ficava imaginando todos os tipos de situações possíveis. Ele estava demorando muito e ela estava muito ansiosa para descobrir algo novo, ou se deslumbrar com algo já conhecido. Depois de aproximadamente 1 hora, ela começou a ficar incomodada e preocupada com o que teria conhecido com aquele senhor que sempre foi tão simpático com ela. E enquanto esperava, mesmo preocupada, nervosa e apreensiva, ela notou que uma nova loja havia aberto do outro lado da rua. Uma loja com coisas novas e atuais, sem a aparência confortável e tão acolhedora que sua lojinha de sempre proporcionava. Mas ainda assim uma loja que chamou sua atenção, que parecia convidá-la insistente para entrar, olhar, se interessar e ficar.
Enquanto caminha para o outro lado da rua, ela não parou de olhar para ter certeza que o senhor não estava chegando, mais ainda, para ter certeza que ele não iria vê-la traindo todos esses anos de fidelidade. Ela se sentiu atraída pela nova loja, mas com receio de entrar. Ficou com medo de se arrepender, e de por vergonha não conseguir mais voltar para sua lojinha que em todo se tempo mais se parecia com um lar escolhido a dedo.
Depois de algumas horas dentro da nova loja, ela se despediu do guri que trabalhava no balcão e tinha sido tão gentil, e disse que voltaria na próxima semana. Atravessou a rua e colocou um bilhete por debaixo da porta da lojinha, dizendo o quanto sentia muito ter quebrado aquele elo tão sagrado que havia ali, e disse que se no próximo sábado, caso ela estivesse aberta novamente, certamente seria ali que ela ficaria. Se afastou e com um aceno foi embora, caminhando de cabeça baixa, da mesma forma como saíra de casa pela manhã.
Mais alguns sábados se passaram e a lojinha continuava com suas portas fechadas e sua placa 'VOLTO LOGO' pendurada na porta. Todos os sábados antes de mudar o curso para a loja nova, ela sentava no banco de madeira por algum tempo e continuava imaginando o que teria acontecido. Continuava a se preocupar e continuava a sentir saudade daquele lugar que parecia ficar cada vez mais esquecido pelo demais que freqüentavam as redondezas. Imaginou formas de se comunicar com aquele senhor tão simpático e saber se teria acontecido algo que ela pudesse ajudar. Por mais que gostasse da loja nova, sentia vontade de voltar a freqüentar a antiga e fazer daquilo novamente sua rotina de todos os sábados. As vezes ela se perguntava se talvez, naquele dia, tivesse ido até lá antes de almoçar, se talvez não tivesse pego a lojinha aberta e tudo seria diferente.
Mal sabia ela que o que aconteceu aquele senhor era mais triste do que ela queria imaginar, e realmente talvez tivesse sido evitado com a presença dela. Um acidente que muitos presenciaram, mas tão intimo e despercebido que ninguém parou por mais de um instante para saber o que aconteceu. Tudo muito rápido: o sinal, a batida, a ambulância… Afinal, ele não tinha família. Era solitário e sozinho. Ninguém o conhecia e nem sequer sabia nada a seu respeito. Quem poderia imaginar que ele tinhas as chaves de algo tão importante para uma garotinha, e que mesmo sem a menor idéia do que ocorrera, ela esperaria todo sábado, antes de mudar seu rumo. Mal sabia que a cinco anos, ele já havia dado alquile lugar para ela, e estava apenas esperando que ela perguntasse. Ele deixou as chaves dentro daquela caixinha misteriosa guardada a sete travas que ela adorou mas nunca mexeu, pois foi seu primeiro e mais precioso tesouro.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Achei Por Acaso Na Net

"Não me aproximo porque, veja bem, sabe lá quem habita a tua solidão. Hesito. Recuo. Me afasto tristíssima. E te imagino em poses e sorrisos, voz grave e cabelos desgrenhados, preso nas minhas fantasias mais loucas e movimentadas. Numa delas sou um bichinho invisível, com asas, que adentra tua casa e te observa em segredo. Faço o contorno do teu corpo todo com os olhos, parada contra a parede do teu quarto, imóvel, enquanto tu te atiras na cama. Cansado. Tu olhas para o teto imaginando mil coisas, memórias, compromissos, desejos, saudades. Te fito com dor. A luz do abajur faz sombra na tua pilha de livros, que folheei um dia e quis pedir emprestado mesmo sabendo que não havia intimidade para pedidos. Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

02.02.2011

Já fazem meses sem que eu escreva uma única palavra por aqui. Mais ou menos desde a ultima vez em que aquele antigo "nós" existiu e se transformou mais uma vez em "eu" e "você". Faz um tempo que eu venho sentindo saudade desse nosso cantinho, ou melhor, desse meu cantinho que sempre teve um lugar especial reservado só pra você.
Mas sinceramente eu não tinha idéia do que dizer, nem se deveria. Muita coisa aconteceu nos últimos meses, muita coisa mudou. Você, eu, nossas atitudes, nossas escolhas, nossos rumos...
Estamos em caminhos diferentes que parecem não nos dar nenhuma fresta para uma aproximação mesmo que casual. Você seguindo sua vida e eu a minha, simples assim. Como se nunca tivesses nos conhecido ou sequer nos encontrado e trilhado estradas tão intimas. Aliás, parece mais um tipo de sonho constante, uma vida alternativa onde eu me jogo sempre que eu me deito e fecho os olhos.
Eu continuo confusa, aflita e impaciente. Faço planos impossível de realizar. Idealizo momentos que não vão acontecer. Penso em palavras que logo serão esquecidas sem sequer ter a chance de serem pronunciadas. Não sei se eu ainda queria que você estivesse ao meu lado, para acompanhar meus passos, mas sei que a sua ausência me fez lembrar que eu sei caminhar com grande destreza sozinha. Sei despistar o que sempre me incomodou e me fazia me esconder atrás da sua sombra. Sei alcançar aquele objeto na prateleira mais alta. Sei encontrar soluções para todos os problemas que eu gostava de inventar.
Não sei bem o que eu vim dizer hoje, acho que é mais pra dizer que como um dia qualquer teve seus pontos altos e baixos, e como em um dia qualquer eu ri, me interessei, fiquei com raiva, quase chorei, conversei, reencontrei velhos amigos, falei besteira, fiz minhas juras eternas e ouvi novidades que me agradaram.
Acho que vou continuar sumindo daqui, ou aparecendo de vez em quando para falar sobre nada o que é muito bom também. Só sei que mesmo estando empoeirado de vez em quando, este lugar nunca vai estar abandonado.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Learn and Change.

De um jeito estranho nós descobrimos diferentes formas de pensar e/ou agir que nos surpreende. Que faz com que notemos o quão largo foi o passo dado, e o quão diferente nós ficamos, mesmo tentando permanecer imutáveis. Nós olhamos ao redor e batemos com o pé firme no chão, deixando claro que só aprendemos o que for bom e nos faz bem, enquanto na verdade nossa alma absorve todo o resto, e nos faz duvidarmos do que realmente é ou o que parece ser. A questão é que mesmo dando medo, e nem sempre nos fazendo o bem anseiado, é bom aprender e mudar.
Tudo que se aprende tem a possibilidade de um dia ser importante, e toda mudança pode ser apenas um aprimoramento, o que é maravilhoso de um jeito único para cada um. Aprender e mudar ajuda na busca pela felicidade desejada, e impede que você confunda a dor com a qual já está acostumado e que julga ser o que merece por 'n' motivos, com coisas que deveriam ser mudadas, transformada em sua vida.
Eu ainda não tenho certeza se já aprendi e/ou mudei o suficiente até aqui pelo menos, mas eu sei o que eu gostaria de compartilhar com você do que acho que cresci. Tenho certeza que mesmo que essa experiência tenha tido seus baixos, veríamos como é importante aprender a mudar um pelo outro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

" ¬.¬ concordo, mas falar é mais fácil do que fazer."

"Gostar é gostar muitas vezes, de todas as formas possíveis. É mostrar que você pode gostar de uma pessoa depois que ela assumir a forma original, e não aquela que você imaginava que era a dela. Não encare como calúnia se as qualidades variarem com o passar dos dias, meses, anos. Leva mesmo muito tempo até a gente conhecer tudo aquilo que um dia escolheu pra si julgando ser o melhor. Escolhemos todos os dias, na verdade. Basta saber se o melhor pode mesmo ser o seu melhor pra sempre, independente das surpresas que traga, independente das mudanças que sofra. Porque gostar, desculpe decepcionar os inflexíveis aí, é ceder. Nem muito, nem pouco. O suficiente."

Drama Queen

quinta-feira, 15 de julho de 2010

15.07.2010

Esses dias eu realmente não estou muito bem. Como se tivesse esquecido um pouco, ou talvez muito, quem eu sou, ou pelo menos o que eu conhecia sobre mim. Eu me senti perdida, entende?! As coisas que eu escrevia não pareciam ter sentido, ou sequer coerencia. Não sabia como agir com as pessoas, e por medo de ser grossa, estupida, ou afastar qualquer um de mim, agi como um animalzinho obediente que anseia por aceitação. A verdade é que eu desaprendi a ser quem eu era, mas isso não veio como uma mudança que chega de mansinho, se instala e se aconchega na sua vida como algo novo, que você não esperava mais aceita. Veio como um furacão que bagunça cada milimetro, e que quando parece que vai passar, volta e muda mais uma vez o que já estava fora do lugar. Agora eu me pergunto: como arrumar essa bagunça? como recolher os cacos que machucam tanto, e que já estão tão misturados com outros sentimentos diversos? O que me resta, ou pelo menos o que eu penso, é que daqui pra frente não vai mais depender só do que eu quero ou deixo de querer. Eu vou ter um novo recomeço, mesmo que eu não tenha escolhido esse caminho que se torna a cada minuto mais arduo. Vai ser como se eu abrisse os olhos e descobrisse um mundo que eu nunca havia visto antes. Eu vou aprender o que são as coisas, o que é 'certo' e 'errado', como ouvir, como falar, como sentir e como fazer parte de algo que me faça bem. É muito importante que eu aprenda a ser feliz e sozinha, e que dessa vez não esqueça. E vai ser mais importante ainda aprender a ser tudo o que quero, para que no dia que eu quiser deixar de ser sozinha, que eu não tenho que perder minha essencia, que eu preciso apenas ser só eu com mais só alguém. Juntos nós teremos nossa individualidade que foi tão dificil de conquistar, e encontraremos reciprocidade no que representamos um pro outro. Por que para aprender a ser feliz não precisa se esquecer de quem se é, só precisa de alguém que veja a felicidade em você e te mostre o como isso é importante, para os dois.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sumi...

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar. Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pensamentos soltos

Apesar dos problemas que se encontram pelo caminho, sejam eles em relação aos estudos, emprego, amores, família e etc, sempre procurei ser o mais justa possível [e para esse 'possível' entendam possível para mim não o que todos esperam]. Mesmo nas vezes em que tive meus ataques de raiva, ou só birrinha mesmo, eu sempre achei melhor procurar uma forma de pelo menos tentar fazer daquela situação horrível alguma coisa boa, não para mim, não por egoísmo, mas sim porque quando se pensa com calma sobre as coisas que acontecem, fica mais fácil encontrar os erros, sejam nos atos, nas palavras e inclusive nas intenções. Quando se reflete sobre os acontecimentos, percebe-se que não importa como você seja, deve-se primeiro pensar em como o próximo é, independente de se há reciprocidade ou não, fazê-lo. Questionar se está certo ou errado não costuma dar certo, divide muito drasticamente a situação em dois lados distintos, muito melhor é repensar em como poderia ser diferentes certos momentos, e isso seria o suficiente para ter sido tudo diferente. Devemos lembrar que o tempo para aceitação, a forma de pensar, de se colocar em ordem, de querer que as coisas mude é diferente de uma pessoa pra outra, e não devemos insistir e nem ignorar, e sim tentar ser maleaveis. Não podemos exigir nada só porque somos capazes de fazer, e nem subestimar a capacidade de ninguém em nos surpreender, seja a surpresa boa ou má. Enfim, acho que o que quero dizer é que não devemos, acima de tudo, ser injustos, nem com os outros e muito menos com nós mesmos. Não devemos machucar sentimentos alheios, e principalmente não devemos ferir os nossos próprios por medo de errar de novo, ou o simples receio do que vá acontecer. Hoje eu tenho que admitir que acordei achando o dia muito estranho, uma sensação incontrolável de que algo vai acontecer e eu simplesmente não vou ter controle sobre a situação. O sentimento de angustia está doendo e eu queria saber por onde começar a procurar uma solução, mas não sei. Estou me sentindo inútil em relação a mim mesma, e isso dói. Eu acho que as respostas fazem falta afinal, e as diferenças que existem entre as pessoas e as suas formas de encontrarem uma solução são essenciais, mas também machucam.

domingo, 20 de junho de 2010

Entendeu?


- ...??

- ... !!
- ... !!!!
- ... ...
- ... ?!?!
- ... !!!!!!!
- ... ?
- ... !!!!!!!!!
- ... !!!!
- ... .
- ... ?

...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Só Cansada...

Eu cansei, sabe. Cansei de fingir que está tudo bem e que eu não me tornei o tipo de pessoa que eu gosto de criticar, que eu sempre tive medo de ser. Eu cansei de me machucar e aceitar o que me machuca. Das brigas, as ofensas, as varias formas de agressão a alma, a injustiça, as regras convenientes para apenas um lado, a humilhação causada por um sentimento que deveria ser puro. Cansei de mudar minha vida e me esforçar em vão, pensar em detalhes que fazem a diferença e que nunca serão notados, esquecer erros imperdoaveis por uma promessa idiota da possibilidade de um único momento de felicidade. Odeio ser julgada, não sou perfeita nem pretendo ser. Odeio ser julgada por erros que um dia eu perdoei. Erros que me disseram ter tido um porque e um sentimento [provavelmente mutável] e que hoje em dia já nem lembram bem ao certo do porque dessas escolhas e eu acreditei. O que dá o direito a uma pessoa de julgar outra? O máximo que eu quero chegar perto de ser é importante para alguém. Entende?! Fazer falta! Quero que a pessoa me queira e não sinta vergonha de dizer a qualquer momento. Quero que me ame e que goste disso, não que tenha medo ou sinta remorso. Que quando estiver triste ou mal pense em mim, não como primeira opção, mas como única. Que me faça sentir bonita e atraente mesmo estando um lixo. Que quando eu ligar chorando venha até mim como a pessoa mais acolhedora do mundo [exagero], mas não para saber o que houve, e sim só para ter certeza de que eu vou me sentir melhor antes que ele tenha que ir embora. Que me escute sem que eu tenha que implorar, e que mesmo com raiva tente resolver antes de tomar qualquer decisão. Que me respeite e confie em mim mesmo quando eu oferecer apenas o silencio como resposta. Que queira fazer parte da minha vida mesmo quando eu negar, porque vai ver nos meus olhos que foi apenas uma forma de me defender pelo medo que eu sinto de mudanças que eu não entendo. Que goste de segurar minha mão e sair para caminhar, tomar sorvete, sentar na calçada, conversar sobre nada, ser feliz e mostrar pra todo mundo que eu sou o motivo dessa felicidade, ou pelo menos um dos [não sou tão egocêntrica e exigente assim]. Alguém de quem eu possa, pelo menos, esperar por mais, mesmo que nada mais aconteça. Que espere de mim tudo isso e muito mais, que queira reciprocidade. Me ajude a entender e descobrir que algumas vezes as coisas vão ser em preto e branco e outras bem coloridas. Sinceramente eu não espero nada perfeito e não acho que minha impulsividade vá dar sempre certo ou me levar pelo melhor caminho, mas eu quero alguém que me queira bem. Que brinque quando eu estiver com raiva, só pra me fazer sorrir, e faça questão de me ter dentro da sua vida de todas as formas. Eu cansei de machucar a mim mesma e fingir que eu não sou uma pessoa amarga, porque eu sou e não faço ideia de como mudar isso. Eu não sei mais o que me motiva e eu preciso disso. Eu preciso de algo real e não de mais ilusões. Eu tenho um segredo, algo que eu nunca contei pra ninguém pois eu sei que é uma coisa diferente, estranha [O.o], e eu nunca soube me expressar muito bem, sabe. Eu gosto de me apaixonar. Mas não significa que seja uma paixão repleta de desejos pelo outro. Adoro a sensação. Eu gosto porque me faz sentir viva. Encontrar em segundos o que poderia ser eterno. Faz parecer que coisas boas existem em qualquer lugar e a qualquer momento. Me apaixonar por pessoas: conhecidos ou estranhos. Me apaixonar durante segundos, minutos, horas ou dias. Quando eu me apaixono quero mais dos outros e de mim mesma. Não me entenda mal, minha forma de me apaixonar é sem malícia e simples. Também gosto de me apaixonar por momentos, coisas, lugares. A questão é que tudo se resume a mim e ao meu prazer em sentir. Eu acho que eu gosto de me apaixonar porque eu não sei amar. Entranho né?! Amar traz a ideia de uma necessidade absurda de sofrimento. Eu não sei amar, mas eu sei quando eu amo, e principalmente, eu não sei deixar que me amem. Mesmo sendo muito confuso eu sei que eu gosto mais ainda de me apaixonar por quem eu amo. Olhar a pessoa acordar e querer eternizar aquele momento. Assistir um filme idiota e me apaixonar pela forma que ele me abraça e me explica cada detalhe. Me apaixonar pela coisa besta que ele fez p me fazer rir. Me apaixonar por ele, por ele ser quem eu amo. Me apaixonar não significa que eu queria agarrar alguém. O meu "me apaixonar" é agarrar a sensação que me faz bem naquele instante e prolongá-la de alguma forma, mesmo que eu faça tudo errado e no final queira simplesmente me esquecer de tudo que aconteceu. Eu tenho que pelo menos tentar. Esse é meu segredo estranho e incompreensivel, que talvez só precise de um pouco mais de calma para ser entendido. Eu continuo cansada e esperando por mudanças, continuo amargar e desmotivada, e continuo achando que um dia vou encontrar uma maneira de fazer as coisas darem certo, ou pelo menos um motivo, que não seja falta de coragem, para mudar tudo. Quem sabe começar da ultima parte que eu ainda me lembro que estava tudo bem. Eu to realmente cansada e muito machucada.

domingo, 18 de outubro de 2009

Poderia ser simples assim!

Eu sei que nossa briga ontem foi uma das piores, e sei que você ainda está chateado pelas coisas que eu disse, mas eu queria que você soubesse que não precisamos agir como se fossemos desistentes, pois não somos. Você sempre foi diferente dos outros, sabe. Você sempre me deixa tranquila, sempre fica do meu lado mesmo quando sou ignorante e finjo ser criança, cantando lálálá e não te escutando. A verdade é que você sempre esteve certo e sempre soube o que dizer, eu só precisava parar e prestar atenção de vez em quando.
Adoro nossos finais de semana sem fazer absolutamente nada, e ainda assim fazendo mais do que o tempo nos permite. As horas que passamos conversando sobre o como o guri que trabalha com você há tanto tempo ainda te irrita com um sotaque indecifrável, talvez existente apenas nele. Ou como eu continuo odiando aquela professora, e achando que ela fica cada dia mais burra, e que eu ainda não suporto o jeito dela falar. Adoro quando vamos à sorveteria nos dias de frio, porque quando faz calor aquele lugar fica insuportavelmente inabitável. Quando você baixa um filme que eu queria muito ver no cinema como desculpa para nós não sairmos e ficarmos deitados abraçadinhos enquanto você faz carinho no meu cabelo.
Eu me sinto tão bem toda vez que apareço na sua casa sem avisar, mesmo depois de ligar dizendo que não poderia ir porque tinha muita coisa pra fazer. Sabe como é. Eu nunca vou estar ocupada demais para você. E a cara de quem não esperava, mas sabia que eu não estragaria o seu dia, e provavelmente faria alguma coisa, mesmo que fosse pedir para o seu irmão comprar para você aquele chocolate amargo que você tanto gosta, e eu não vejo a menor graça. Eu sei que você não gosta muito da minha amizade com ele, mas ainda sim me apóia, porque sabe o como ela é importante para mim. Posso te contar um segredo, eu sempre tive ciúmes da forma como ele sempre te amou muito mais do que a mim, mesmo que eu seja importante na vida dele e vice-versa, mas é só parar para pensar um pouquinho e eu logo esqueço, porque eu lembro que você me ama muito mais e que isso sempre será importante e especial de um jeito único.
É incrível o como você conseguiu tirar aquela vontade arrebatadora que eu tinha de sair, beber, fumar, falar palavrão e conhecer todo tipo de gente estranha e sempre achar que isso tudo era o máximo. Agora eu tenho fobia a lugares cheios, não bebo mais como antes, aliás, como eu já não gostava de refri estou cada vez mais presa aos sucos, resolvi parar de fumar, me sentia suja quando chegava perto de você e não tinha coragem de te tocar por estar com aquele cheiro forte de tabaco. Não consigo mais nem falar palavrão na sua frente, acho tão fofo quando você briga comigo e diz que não sou um moleque para falar assim, que sou sua garotinha e devo sempre agir como tal, ser delicada.
Adoro cuidar de você e de cada detalhe que faz tanta diferença no seu humor. Todos me dizem que eu não deveria te mimar tanto, mas eles não te conhecem como eu, não sabem nosso segredo. Que você sempre foi a “menina”. Mesmo com essa cara de mau, e assustando todos os meus amigos a gente sabe que no final é sempre você quem pede atenção como se ninguém soubesse quem você é. Mas eu sei que você não se preocupa mais com isso. Você já aprendeu e se acostumou comigo velando seu sono e cronometrando suas ações.
Não vou negar que às vezes eu sinto prazer em te deixar nervoso. Eu gosto de ver como você fica com raiva, e depois indignado com o como eu finjo que nada aconteceu e te deixo bem outra vez. Não que eu goste de inventar motivos para brigar, mas eu gosto de saber que o que eu faço interfere na sua vida. Que eu não sou como as outras que faziam tantas coisas, mas você nem ligava, simplesmente fingia que não era com você, ou terminava logo com elas. Você nunca foi muito bom em relacionamentos, sempre se cansou fácil, e nunca se conformou em ter que fazer alguma coisa para que eles dessem certo. Eu sei, eu lembro. Afinal nós éramos tão amigos, cheios de segredos [mas devo dizer que nossa amizade nunca chegará a ser como a que eu tenho com o seu irmão, a nossa sempre teve um gosto diferente, e é melhor assim]. Gosto de te irritar para ter certeza que você continua se importando, que ainda não cansou de mim e me quer como sempre quis. Por favor, não me leve a mal e nem finja que não liga só porque eu te contei, gosto de tudo como é, e eu nunca gostei muito de mudanças mesmo. Você também não, mas como com você tudo é diferente, o seu jeito de não gostar de mudanças nem sempre me agrada, mas não significa que você tenha que mudar. =P
Eu fico tão feliz quando você vai a algum lugar que eu sei que você vai odiar só pra me agradar, mesmo sabendo que provavelmente você vai jogar na minha cara o que você fez, eu não ligo. Sempre fui muito tranquila, você sabe né?! E quando aquele colega que você odeia está presente e não levou a namorada. Como você é ciumento! Mas eu até gosto sabe, você vermelho, espremendo os olhos e fazendo bico de ódio é tão charmoso, pelo menos eu acho lindo. Me da vontade de te agarrar não importa onde ou na frente de quem estejamos.
Eu nunca gostei muito dos seus amigos sabe, você sempre sofre muito por eles e as vezes acaba se esquecendo inclusive de mim. Odeio quando me deixa em segundo plano por alguém, exceto quando é sua mãe, a adoro. Gosto só daqueles que eu já conhecia antes mesmo de ficarmos juntos, os que vieram depois não me agradam. Nunca tive bons pressentimentos a respeito deles, mas não significa que você não possa ter ou fazer novos amigos, eu nunca nem tentei te proibir de nada, acho que isso nem se faz. Quando um dos dois não gosta de algo, nossa sinceridade é tanta que fica fácil perceber só pelo olhar.
Toda vez que você me surpreende com flores [principalmente quando é só uma rosa vermelha], me leva para comer fora, ou ir ao cinema mesmo preferindo ver filmes em casa, me faz bem, é uma felicidade sutil, mas ainda assim uma das melhores. Quando você me liga cedo dizendo que vai me acompanhar até o serviço mesmo odiando acordar mais cedo do que precisa, ou quando vai me buscar na escola porque sabe que não nos veremos com tanta frequência na semana. Sempre gostei das suas ligações de madrugada e de quando você diz que precisa ouvir minha voz antes de dormir. Que o sono é sempre mais tranquilo.
A verdade é que tudo isso era só pra te dizer que momentos como o de ontem sempre vão existir. Nós não queremos, mas nem sempre conseguiremos evitar. Que temos que nos lembrar de como é tudo tão simples e ainda sim tão agradável. E que nossa imaginação sempre foi o suficiente para que não enjoássemos de tudo que conquistamos até hoje. Com o tempo amadurecemos e ainda sim mantivemos nossa essência, divertida, espontânea, chata e incrivelmente ideais uma para outra. Aprendemos que uma briga não significa que as coisas que passamos não valeram à pena, simplesmente que não somos robôs que concordam com o que o outro diz, e que ainda nos importamos o suficiente para querer que tudo seja perfeito mesmo que não tenhamos razão em nossas atitudes. A briga de ontem me mostrou que além de termos opiniões diferentes, ficar sem você me assusta mais que brigar sem razão palpável. Entendeu?
Eu te amo! s2

domingo, 11 de outubro de 2009

Quando se treme...

Sabe um tipo estranho de "bem estar" que nunca iremos achar possível sentir. Um tipo diferente, que vem com um gostinho de culpa acompanhado do sabor da gloria. Sabe esse tipo de alegria baseada em algo ilícito, pois parece droga, mas é um tipo diferente de vicio. Pois é, eu já tive essa sensação, e como já era de se esperar não pude supera-la. Estou aqui para admitir. Sim! Eu sou uma viciada!
A verdade é que eu deveria sentir vergonha por dizer isso. Independente de quão seja bom sentir-se bem, isso não deveria ser tão verdadeiro se depende dos sentimentos de outras pessoas para acontecer, ainda mais quando são sentimentos que nem nós mesmos queremos. Mas é ai onde entra a nossa incrível capacidade em mostrarmos o como somos seres humanos em cada minúscula célula que nos habita, com tudo o que nós é de direito, inclusive nosso habitual egoísmo que parece superar qualquer outra coisa.
Mas será que eu deveria me sentir mesmo culpada por sentir prazer em minhas atitudes, sabendo que ela dependem apenas da angustia de alguém que já me fez sentir vontade de arrancar a pele, furar os olhos, engolir a língua e me livrar de todo o gosto, cheiro e silencio que me envolve?
Sinceramente isso era apenas um desabafo, acho que eu precisava disso, não porque seja verdade, apesar de também não ser em todo mentira, mas porque acima de tudo fazendo isso eu consigo reaver o que eu achava ter perdido a algum tempo, meu bom senso.
Espero conseguir pensar e agir melhor daqui pra frente.

domingo, 4 de outubro de 2009

Nada x Nada

Eu passo a semana inteira pensando em tantas coisas para fazer, falar ou simplesmente continuar pensando, que quando chega o fim-de-semana já estou exausta demais para fazer qualquer coisa. Eu sempre quis ter alguma coisa que gravasse todos os meus pensamentos mais importantes [pelo menos os que eu julgo mais importantes]. São sempre esses que me fazer sentir bem e encarar todas as merdas que eu faço. As vezes eu encontro até mesmo soluções para os meus problemas enquanto olho pela janela do ônibus, mas não adianta, se eu não tiver onde deixar guardado eu esqueço. Não me entenda mal, eu não esqueço das coisas porque elas não são importantes, acontece que eu faço tanta questão de lembrar que não consigo segurar na memoria por muito tempo. É tão estranho.
Sinceramente eu não tenho nada pra falar, só achei que não abandonar esse espacinho seria bom, aqui é especial para mim. Mesmo que eu esteja estragando-o escrevendo coisas sem sentido e sem graça. Acho que a verdade é que eu precisava dizer o quanto eu estou tentando ser feliz, mas feliz de verdade. Não quero apenas sorrir, quero precisar de um tempo para respirar por estar me sentindo sulfocada de alegria. Queria mais coragem para fazer ou dizer as coisas que eu penso. Acho que vou começar a anotar, vai ver seja essa a alegria que eu tanto sinto falta. Estranho não?!

sábado, 26 de setembro de 2009

Mudanças

Eu tenho a ligeira impressão de que minha vida está voltando a ser minha, não que ela fosse de outra pessoa ou que eu tenha vendido minha alma, mas eu sentia como se nada do que eu fizesse ou falasse faria qualquer diferença para mim. A verdade é que isso é estranho, não é fácil de se entender e eu também não quero que seja. Prefiro assim, algo para se sentir, onde para compreender tem que se desejar muito isso, não simplesmente lançar palavras vazias e sem significado. Não gosto quando as pessoas fingem se preocupar, elas fazem com que nós contemos cada detalhe com todo sentimento e no outro dia já nem se lembram mais qual foi a ultima frase dita. Mas isso não importa, o que importa é que agora não existem mais "frases de figurinha" para fazer tudo parecer bem, agora eu voltei a controlar minhas ações, a procurar um rumo diferente, não um propósito de vida, mas pelo menos algo que me faça sentir que um dia eu terei um muito nítido na minha cabeça. Eu continuo sendo impulsiva, tento me controlar eu juro, mas é difícil, também estou tentando ter mais paciência com todos e comigo mesma, não ser tão grossa sabe. As vezes eu me machuco machucando outras pessoas, e acho que esse é um bom motivo pra tentar mudar. Eu vou tentar ser mais presente, compartilhar mais o que eu penso e parar de ser tão distante. Acho que isso vai me fazer bem, ou pelo menos já vai ser um começo. =]

domingo, 20 de setembro de 2009

droga rara

Não tem nada melhor do que a sensação de realização pessoal quando tudo que acontece segue por um caminho que você tecnicamente teria escolhido trilhar antes. porque mesmo quando não existem problemas e nem nada que te incomode não significa que você vai estar feliz, apenas que você não está triste, mas durante esse período de "escolha certas" a felicidade surge de forma que mesmo que não se queira demonstrar, fica quase impossível que os outros não percebam. é como se mesmo que algo inesperado ou ruim acontecesse, essa felicidade impede que você fique desamparado de imediato, ela reforça sua "armadura" contra a tristeza e te ampara. o problema é que essa felicidade sempre será temporária, e nunca será o suficiente.
ela é viciante, mas é um tipo de droga rara que muitas vezes se encontra apenas uma única vez na vida, ou nem se encontra, só a vê estampada na face de alguém que nem sempre a merece. enquanto eu não volto a me intoxicar vou fazendo o que posso para pelo menos ficar bem, porque pode parecer que não, mas seguimos o caminho que escolhemos, afinal é sempre você quem vai decidir se deve ou não virar na próxima esquina.

domingo, 2 de março de 2008

Last Post

Faz tanto tempo que não escrevo que acho que nem lembro mais quais seriam as palavras certas para dizer, de forma coerente, o que eu sinto. As vezes parece que eu simplesmente esqueço tudo o que eu deveria, ou queria, dizer, e digo apenas o que não tem a menor importância. Eu resolvi voltar aqui nesse meu cantinho [só meu, ou talvez muito mais nosso] para dizer o como tem sido tudo tão bom ultimamente, e já ia começar a dizer o como você ainda está presente em alguns mínimos detalhes, apesar deles não serem mais tão importantes assim. A verdade é que você não é mais a menina dos meus olhos, e eu não procuro fazer mais todo o possível para ver um sorriso nos seus lábios. Por mais que eu ainda te ache a pessoa mais bonita, inteligente e interessante do mundo, eu também te acho a pessoa mais fria, egocêntrica, egoísta e grossa também. Só posso dizer que ainda me lembro sim de tudo que foi bom, e quanto as coisas ruins, prefiro me recordar apenas de uma ou outra para manter os pés no chão. Sabe como é, eu odiaria voltar a voar tão alto. Talvez eu não suportasse outro tombo dessa altura... O importante é que eu aprendi com você, e gostaria muito que você também tivesse aprendido comigo, mas tudo o que eu quis te ensinar um dia, você não deu importância, e isso também machuca e muito.